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Os Miolos da Boa

de Petter Baiestorf

Palmitos, Zona Autônoma de Kanibaru

Um médico descobre que o cérebro de seu paciente hiperativo produz cocaína, então, faz o que todos os médicos fariam neste caso, leva o paciente para sua casa de campo e experimenta uma noitada de muita cocaína orgânica, com revelações de criaturas bizarras do pó da alegria.

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Trailers de Miolos da Boa

Trailers de Miolos da Boa
Trailer de Os Miolos da Boa, de Petter Baiestorf (segmento da antologia Tropical SOV)

Trailer de Os Miolos da Boa, de Petter Baiestorf (segmento da antologia Tropical SOV)

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Teaser de Os Miolos da Boa em Tropical SOV (Brasil, 2025, Vários) - 可卡因大脑 / Cocaine Brain (SUBS.)

Teaser de Os Miolos da Boa em Tropical SOV (Brasil, 2025, Vários) - 可卡因大脑 / Cocaine Brain (SUBS.)

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Entrevista

1 - Você pode se apresentar falando sobre sua arte, suas realizações, colaboradores e como se apresenta a cena de cinema independente na região em que você vive.

Sou um experimentalista, antes de qualquer coisa. Um experimentalista mais por necessidade do que talento. Um produtor de cinema que sempre trabalhou com orçamentos apertados — para não dizer inexistentes – pessoal amador e que em algum momento tentou pagar todos os colaboradores com dinheiro do próprio bolso, já que seus projetos não se encaixam nas leis de incentivo cultural — fui em algumas reuniões na minha cidade, que tem 15 mil habitantes, e foi como ser um pinguim no deserto do Saara, com as pessoas do setor cultural ainda não sabendo onde me encaixar depois de quase 35 anos produzindo nessa cidade e conseguindo algum destaque internacional. E nessa coisa de pagar todo mundo, aliado a muitas vezes não ter os técnicos necessários, teve que aprender a escrever, fazer música, editar, fotografar, atuar, criar marketing, aprender a distribuir e fazer de tudo um pouco. Então é isso, por necessidade cara se torna um experimentalista e fica ainda mais estranho ainda de propósito, de birra, até porque não sou artista pra agradar, estou na arte para complicar.

Sobre a cena independente na minha cidade e região, quando comecei a fazer, no início da década de 1990, era praticamente inexistente — havia alguma coisa de música underground numa cidade próxima, Chapecó. Hoje continua praticamente igual, com acréscimo de que agora Palmitos e Chapecó tem algum tipo de produção de vídeos incentivados pelos editais — a maioria documentários chapa branca. Mas Palmitos, por culpa exclusivamente minha, é uma das potências cinematográficas do estado de Santa Catarina, por exemplo, na 21ª da Mostra do Filme Livre, que aconteceu no final de 2024 – ou início de 2025 – teve 12 filmes de Santa Catarina selecionados, 8 destes eram produções minhas. Tudo independente e produzido praticamente sem dinheiro algum envolvido. Nada mal pra um cara todo torto (risos).

Lógico que conto isso só pra dar uma pequena ideia de como é a região, e o estado, onde vivo e faço filmes. Porque meu foco na produção e distribuição nunca foi regional, desde meus primeiros filmes, isso lá no início da década de 1990, ainda sem internet, eu já fazia os filmes com intuito de lançar primeiro nas capitais brasileiras – São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Porto Alegre, geralmente, eram os primeiros lugares que eu exibia meus filmes. Eu sou um simpatizante da filosofia anarquista, por um mundo sem fronteiras, com todos se respeitando e se apoiando mutuamente, então por isso sempre tentei fazer co-produções fora do meu estado, já fiz filmes no Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Mato Grosso, Goiás, Paraíba, Recife, a grande nação Kaingang – até estou um documentário feito pelo Lloyd Kaufman, da Troma, sobre realizadores independente brasileiros – então, se eu puder, quero fazer ou ter participações em filmes de todos os estados brasileiros. Um dos motivos que me levou a organizar este projeto coletivo do “Tropical SOV”, com ajuda do Jonathan Rodrigues. Minha ideia era reunir realizadoras e realizadores independentes de vários estados e criar um longa em episódios completamente livre.

2 - Conte-nos como foram as filmagens de seu segmento para o “Tropical SOV”.

Foi tudo um passeio no parque (risos). Quando pensei em propor o projeto “Tropical SOV” para artistas que eu admiro, depois que todas e todos foram topando, percebi que eu próprio não sabia o que iria filmar. Então remexendo meu caderninho de argumentos, lembrei de uma ideia para um curta que nunca tinha feito, que envolvia uma personagem hiper ativa cujo cérebro produzia cocaína. Esse argumento era para um curta de uns 16 minutos, mas como acho a ideia de um cérebro produzindo cocaína bem divertida, optei por diminuir a história para algo de 4 minutinhos e registrar a ideia neste segmento. Pretendo fazer um filme mais longo no futuro revisitando este argumento.

Então com argumento escolhido, decidi que iria pagar a diária para as pessoas que iriam me ajudar, além de alugar uma casa num balneário para que a recreação entre filmagens fosse com uns banhos de rios ou piscinas (risos), além de garantir ótimos rangos e algumas cervejinhas, que acho primordial numa produção independente para manter a equipe animada. Para me ajudar na produção chamei a Barbi Cauzzi, que também fez as maquiagens do curta – comigo dando uns pitacos. Depois dela, chamei o Toniolli para ser o restante da equipe comigo, Toniolli ainda gravou um making of maravilhoso dessas filmagens. E para a atuação, chamei o José Pignat, com quem eu tinha filmado um ano antes no “Piquenique no Castelo” e tinha adorado e, para fazer o médico, chamei o Heleno Colpani, que ainda não havia feito trabalho nenhum com vídeos e que, em minha opinião, se saiu muito bem como o sádico médico em busca de sua cocaína (risos).

3 - Teve algum imprevisto durante as filmagens que você gostaria de nos contar (com todos os detalhes sórdidos, por favor).

Como Barbi e eu gostamos de uma pré-produção bem detalhada, na hora de filmar não tivemos nenhum contratempo. Aliás, minha dica para qualquer tipo de cineasta, resolvam tudo na pré-produção. Mal e porcamente tivemos cenas erradas para colocar nos créditos finais. Apesar da minha fama de cineasta caótico, eu gosto do meu caos muito bem organizado.

4 - Você foi um dos pioneiros da produção SOV brasileira organizada, e se mantém ativo até hoje. Conte um pouco sobre cada etapa da sua trajetória, do início até o sucesso de “O Monstro Legume do Espaço”, dali até as produções hardcore, os anos 2000 e o pós pandemia. E o que você andou fazendo no hiato entre seu último filme de 2021 e o próximo de 2024?

Não sou o primeiro cineasta do Shot On Video brasileiro, mas provavelmente o primeiro que pensou a produção do Shot On Video em termos de público e distribuição. Eu queria meus primeiros filmes rodando em todo território brasileiro – e do mundo (risos) – e trabalhei muito por isso. Por serem produções realizadas em vídeo VHS, na década de 1990 não era considerado “cinema” – até hoje tem um monte de crítico orelhudo que torce o nariz para produções amadoras –, então, logo percebi que se não existia onde exibir os filmes, eu teria que criar este cenário. E foi o que fiz, principalmente através dos fanzines e shows de bandas extremas (punkcrust, grindcore, noisecore, noise harsh, brutal death metal, splatter metal, psychobilly, black metal, goregrind e quem mais desse espaço para exibir os filmes). E a coisa funcionava até melhor do que no pós-internet (risos). Neste início eu rodava o Brasil inteiro exibindo filmes em shows e montando banquinha com fitas VHS, camisetas, fanzines, adesivos e outras coisas para venda. Isso chegou até a chamar atenção de algumas TVs regionais, como a TV Leopoldina, de Leopoldina/MG, que exibiu meu primeiro longa, “Criaturas Hediondas” (1993), numa sessão de filmes da programação deles. Mas eu acabei ficando conhecido num nível nacional quando lancei, em 1995, o longa “O Monstro Legume do Espaço”, que saiu num momento que a imprensa brasileira buscava produções independentes para divulgar. Na época acabei conhecendo o Coffin Souza, um super oitista porto alegrense da década de 80, e viramos sócios. Juntos a gente passou a década de 1990 apavorando geral, porque pra chamar atenção a gente ficava fazendo filmes cada vez mais absurdos e exagerados. Funcionou na época e lançamos umas coisas memoráveis, como “Eles Comem Sua Carne” (1996), “Gore Gore Gays” (1998) e “Zombio” (1999), este último o primeiro filme de zumbis brasileiro. Inclusive nossos filmes da “Fase 98”, que é como chamamos nosso período de filmes mais bizarros, só rolou porque a gente estava numa vibe de chocar o público a qualquer custo. Era divertido se passar por louco e ficamos uns 2 anos exagerando e experimentado com tudo. Assim, a gente fez coisas como “Deus – O Matador de Sementinhas” (1997), que é completamente blasfemo e anti-religiões, já fui expulso de algumas exibições deste filme com público querendo bater em mim; “Boi Bom” (1998), que é um manifesto vegano na linha do “Earthlings” (2005), só que feito antes e muito debochado, o que nos rendeu vários problemas na época; “Gore Gore Gays” (1998), que foi um longa que passamos um ano filmando em Porto Alegre, Chapecó e Palmitos, re-escrevi tantas vezes aquele roteiro que no final ficamos com um material que não dava edição, então sentei com Coffin Souza e resolvemos montar num estilo Jesus Franco e teve ótimas exibições em eventos queer; e “Sacanagens Bestiais dos Arcanjos Fálicos” (1998), que foi um desbunde da falta de noção, conosco ligando o foda-se como se não houvesse futuro, um longa que nunca conseguimos exibir em lugar nenhum porque é pornô bizarro demais pra ser gore e gore demais pra ser pornô bizarro (risos). Em 2021 ele foi resgatado pelo Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM-RJ), quando realizaram a Retrospectiva Petter Baiestorf, e agora faz parte do acervo da cinemateca do museu, e deve ser assistido lá, já que não vou disponibilizar na internet. Mas a gente desistiu de dar continuidade a essa fase mais radical justamente porque não conseguíamos exibir os filmes.
Nos anos 2000, Coffin Souza e eu desfizemos nossa sociedade, mas ele continuou atuando e ajudando na parte técnica dos filmes que fiz em seguida. Em 2005 eu me associei ao Gurcius Gewdner e juntos a gente fez uma série de filmes que se tornaram meus filmes mais populares, como “Arrombada – Vou Mijar na Porra do Seu Túmulo!!!” (2007), “Vadias do Sexo Sangrento” e “O Doce Avanço da Faca” (2010). A gente ainda fez outro longa experimental que eu adoro, que foi o “A Curtição do Avacalho” (2006), um exercício de metalinguagem onde misturei cinema gore com o cinema experimental e que foi divertido demais gravar. Estes filmes todos me deixaram bem conhecido e consegui reunir 8 produtoras, de 8 estados brasileiros (SC, RS, PR, SP, ES, RJ, MG e PE), para a produção do longa “Zombio 2: Chimarrão Zombies” (2013), que apesar de ter sido feito sem dinheiro de editais, reuniu 72 pessoas na produção, gravado em 23 dias e montado em outros 18 dias. Teve pré-estreia mundial durante o FantasPoa e depois correu o mundo, com exibições em Sitges, Rojo Sangre, BUTT e outros festivais de cinema fantástico bacanas. Talvez tenha sido meu longa que mais girou mundo a fora, tendo sido o filme mais pirateado na Finlândia na época e com pirataria na Rússia e outras partes do mundo. Fiquei orgulhoso, apesar de ter me fodido financeiramente para fazê-lo, já que nunca recuperei o dinheiro investido nem para mim, nem para os produtores que me ajudaram a produzi-lo. Cinema é uma desgraça, se você quer ganhar dinheiro vá fazer outra coisa (risos).
Pós “Zombio 2” acabei dirigindo o “Pampa Feroz”, um dos segmentos do longa “As Fábulas Negras”, projeto de Rodrigo Aragão, que ainda contava com trabalhos de Joel Caetano e José Mojica Marins, o Zé do Caixão. Depois destes trabalhos, com produção mais profissional e mais dinheiro envolvido, você tenta se manter ativo no mercado, fiz em seguida dois filmes políticos, “Ándale!” (2017), curta-metragem experimental que ganhou alguns prêmios, e, “A História Kaingang por Eles Mesmos”, que é um registro oral da história na nação Kaingang da T.I. Guarita, entre Brasil e Argentina. Mas é difícil se manter ativo no mercado residindo em Palmitos (risos) e fazendo filmes experimentais, como os que realizo (mais risos). O que me levou a começar a escrever o livro “Canibal Filmes – Os Bastidores da Gorechanchada”, que é o registro documentado, através de entrevistas com os envolvidos, dos 30 anos de produções da Canibal Filmes. A pandemia coincidiu com meu trabalho neste livro – e logo depois atualizei o livro “Manifesto Canibal”, lançado originalmente em 2004, e que ganhou nova edição em 2021. Aliás, aproveitar para fazer um jabá aqui, ainda tenho estes livros disponíveis para venda, então se você quiser comprar um, mande e-mail para baiestorf@yahoo.com.br, sua vida pode mudar de uma forma caótica ao lê-los (risos).
Bom, meu hiato entre 2021 e 2024 foi só na direção dos filmes. Neste período em editei o livro “Rio Nosso de Cada Dia”, do Fabiano Soares. Gravei uma série de demo-tapes com músicas experimentais que estão sendo usadas em vários filmes, aqui no projeto “Tropical SOV” tem um segmento com trilha sonora composta por mim, “Gosto Deles Picados”, da Barbi Cauzzi. Entre 2020 e 2024 eu fiquei envolvido em vários filmes também, além das trilhas sonoras que compus para filmes como “Isolamento das Famosas” (2020), de Marcels Mars e Jenny Granado; e “Pazukids” (2022), de Fabiano Soares; eu fiz a produção executiva de filmes como “Amor Sangue Dor” (2020), de Magnum Borini; e “Manto” (gravado em 2022, com lançamento agendado para 2025), de Maria Trika; e estou no elenco de vários filmes do período, como “A Invasão dos Canibais Independentes” (2022), de Gurcius Gewdner; “À Meia-Noite Lacrarei meu Tio” (2023), de Jonathan Rodrigues; “A Noite das Vampiras” (2023), de Rubens Mello; “Mato Mato Mato – Canibal Filmes e as Produções de ‘Horor’ no Oeste de SC” (2023), de Felipe Bottamedi; “O Medo é só o Começo” (2023), de Rafael Van Hayden; “A Casa das Sete Vampiras” (2023), de Claudia Borba; “A Praia dos Amores do Sr. Baiestorf” (2024), de Jonathan Rodrigues; “O Monstro de Outro Planeta” (2025), de Luciano de Miranda; “Mão Podre” (2025), de Vinicius J. Santos, "Art of Splatter" (2025), de Adrian Emocaust, além de alguns que ainda sairão entre 2025 e 2026. Então, na verdade, eu trabalhei para caralho durante estes anos em que não dirigi nenhum filme, mas foi um tempo que precisei dar para a minha cabeça quanto ao meu futuro como diretor. Em 2024 consegui me reencontrar como realizador experimental e acabei fazendo mais de 30 curtas que transitam entre o experimental e o gore, todos carregados de bom humor nonsense, e, sem medo de serem vagabundos e ridículos.

5 - Nosso projeto “Tropical SOV” celebra o Shot On Video, que sempre foi uma expressão cinematográfica marginal à produção de cinema oficial e inspirado na filosofia do “Faça Você Mesmo”. Que conselho você gostaria de dar (ou qualquer tipo de ponderação) sobre essa arte tão difícil, mas divertida, de se produzir de maneira independente?

Absolutamente tudo na vida é aprendizado, tudo deve ser experimentado, tudo deve ser transformado. Sou por um mundo trans em todas suas formas. Dito isso, vá lá, experimente e faça. Todo resto só depende de você. E por último, e mais importante, seja antifascista!

Making Of

Erros de gravação

Ficha técnica

Roteiro & Direção: Petter Baiestorf

Produção: Barbi Cauzzi & Petter Baiestorf

Produção Executiva: Petter Baiestorf

Edição & Direção de Fotografia: Petter Baiestorf

Maquiagens: Barbi Cauzzi

Assistente de Maquiagens: Petter Baiestorf

Design do Cérebro: Alearts Artesanais

Design da Tênia Solitária: Rodrigo Aragão

Som: E.B. Toniolli

Edição de Som: Petter Baiestorf

Iluminação: E.B. Toniolli

Direção de Arte: Uzi Uschi

Trilha Sonora: L. Bórgia Rossetti

Música Extra: Petter Baiestorf

Assistente de Produção: E.B. Toniolli & Iara Dreher

Motoristas: E.B. Toniolli & José Pignat

Gravação de Making of: E.B. Toniolli

 

Estrelando 

Heleno Colpani (Médico)

José Pignat (Paciente)

 

Filmado com celular LG K52 & Better Life Camcorder Ultra HD 4K

Petter Baiestorf Produções

Filmografia

Lixo Cerebral vindo de Outro Espaço (Brasil, 1992, 9 min.)
Cemetery Footage (Brasil, 1992, 5 min.)
The Butterfly Over Sky-Brain (Brasil, 1992/1997, 15 min.)
Criaturas Hediondas (Brasil, 1993, 80 min.)
Criaturas Hediondas 2 (Brasil, 1994, 77 min.)
Açougueiros (Brasil, 1994, 44 min.)
O Monstro Legume do Espaço (Brasil, 1995, 77 min.)
Detritos (Brasil, 1995, 9 min.)
2000 Anos para Isso? (Brasil, 1996, 12 min.)
Eles Comem Sua Carne (Brasil, 1996, 73 min.)
Speak English or Die — O Punheteiro Cósmico (Brasil, 1996, 13 min.)
Speech (videoclipe para banda Zero Vision, Brasil, 1996, 2 min.)
Caquinha Superstar A Go-Go (Brasil, 1996, 70 min.)
Blerghhh!!! (Brasil, 1996, 75 min.)
Bondage (Brasil, 1996, 69 min.)
Ácido (Brasil, 1997, 3 min.)
Morgue (videoclipe para banda Necrotério, Brasil, 1997, 3 min.)
Chapado (co-direção com Coffin Souza e Marcos Braun, Brasil, 1997, 31 min.)
My Little Psycho (Brasil, 1997, 7 min.)
Vomitando Lesmas Lisérgicas (Brasil, 1997, 8 min.)
Bondage 2 — Amarre-me, Gordo Escroto!!! (Brasil, 1997, 55 min.)
PVC (co-direção com Coffin Souza, Brasil, 1997, 7 min.)
Amsanctus — Ensaio (Brasil, 1997, 32 min.)
Super Chacrinha e seu Amigo Ultra-Shit em crise Vs. Deus e o Diabo na Terra de Glauber Rocha (Brasil, 1997, 118 min.)
Deus — O Matador de Sementinhas (co-direção com Carli Bortolanza, Brasil, 1997, 3 min.)
O Homem-Cu Comedor de Bolinhas Coloridas (Brasil, 1997, 16 min.)
Quando os Deuses Choram Sobre a Ilha (Brasil, 1997, 30 min.)
A Obra de Jorge Timm (co-direção com Carli Bortolanza, Brasil, 1998, 20 min.)
Crise Existencial (Brasil, 1998, 8 min.)
Bagaceiradas Mexicanas em Palmitos City (Brasil, 1998, 96 min.)
Gore Gore Gays (Brasil, 1998, 108 min.)
A Despedida de Susana: Olhos & Bocas (Brasil, 1998, 6 min.)
Transform (videoclipe para banda The Tchó Kongas, Brasil, 1998, 2 min.)
Spider Baby (videoclipe para banda Mechanics, Brasil, 1998, 2 min.)
Boi Bom (Brasil, 1998, 12 min.)
Chumbo (Brasil, 1998, 6 min.)
O Vinicultor faz o Vinho e o Vinho faz o Poeta (Brasil, 1998, 12 min.)
Os Canibais-Mabusiânus Também Dançam Vol. 1 (co-direção com Coffin Souza, Brasil, 1998, 92 min.)
Sacanagens Bestiais dos Arcanjos Fálicos (Brasil, 1998, 80 min.)
Zombio (Brasil, 1999, 45 min.)
9.9 (Brasil, 1999, 15 min.)
Aventuras do Dr. Cinema na Terra do VHS Vagabundo (co-direção com Coffin Souza, Brasil, 1999, 13 min.)
Pornô (co-direção com Coffin Souza, Brasil, 1999, 3 min.)
Andy (Brasil, 1999, 30 min.)
Raiva (Brasil, 2001, 70 min.)
Filme Caseiro Número Um (Brasil/Alemanha/Japão, 2001, 5 min.)
Não Há Encenação Hoje (Brasil, 2002, 30 min.)
Demências do Putrefacto (Brasil, 2002, 15 min.)
Fragmentos de uma Vida (Brasil, 2002, 7 min.)
Primitivismo Kanibaru na Lama da Tecnologia Catódica (Brasil, 2003, 12 min.)
Cerveja Atômica (Brasil, 2003, 61 min.)
Fraude Fraude Vs. O Olho da Razão (Brasil, 2003, 13 min.)
Trinta e Um de Março para Todos os Santos de Sessenta e Quatro (Brasil, 2003, 7 min.)
Ópio do Povo (Brasil, 2004, 3 min.)
Vai Tomar no Orifício Pomposo (Brasil, 2004, 14 min.)
Olhando a Cor da Melodia de Baixo para Cima com a Cabeça Raspada Parada (pelo coletivo Canibais Etílicos, Brasil, 2004, 7 min.)
Poesia Visceral (pelo coletivo Canibais Etílicos, Brasil, 2004, 4 min.)
Duelando pelo Amor de Teresa (Brasil, 2004, 19 min.)
Ora Bolas, Vá Comer um Cu!!! (Brasil, 2004, 9 min.)
Terceira Festa de Boas-Vindas ao Meteoro Amigo que se Espatifará no Planeta Terra no Ano de 2019 (Brasil, 2004, 85 min.)
Palhaço Triste (Brasil, 2005, 32 min.)
A Curtição do Avacalho (Brasil, 2006, 73 min.)
O Monstro Legume do Espaço 2 (Brasil, 2006, 61 min.)
Quando Jesus Bate à Sua Porta (Brasil, 2006, 8 min.)
Que Buceta do Caralho, Pobre Só Se Fode!!! (Brasil, 2007, 23 min.)
Manifesto Canibal — O Filme (Brasil, 2007, 19 min.)
O Nobre Deputado Sanguessuga (Brasil, 2007, 13 min.)
Ave Satan (Brasil, 2007, 7 min.)
Arrombada — Vou Mijar na Porra do Seu Túmulo!!! (Brasil, 2007, 39 min.)
Amigo Imaginário (videoclipe para banda Colorir, Brasil, 2007, 3 min.)
Dark Angel (videoclipe para banda Raptor, Brasil, 2007, 3 min.)
Sem Título I (videoclipe para banda Mass of Shit, Brasil, 2008, 1 min.)
Kanibaru Sinema (videoclipe para banda Left to Decompose, Brasil, 2008, 1 min.)
Sem Título II (videoclipe para banda Necrose, Brasil, 2008, 1 min.)
Vadias do Sexo Sangrento (Brasil, 2008, 30 min.)
Homens & Algas (Brasil, 2008, 30 min.)
Encarnación del Tinhoso (Brasil, 2009, 7 min.)
Ninguém Deve Morrer (Brasil, 2009, 31 min.)
O Doce Avanço da Faca (Brasil, 2010, 35 min.)
Páscoa Sarnenta (Brasil, 2012, 20 min.)
O Fim do Mundo no Morrinho (Brasil, 2012, 10 min.)
Zombio 2 — Chimarrão Zombies (Brasil, 2013, 83 min.)
Filme Político (Brasil, 2013, 2 min.)
As Fábulas Negras (co-direção com José Mojica Marins, Rodrigo Aragão e Joel Caetano, Brasil, 2014, 90 min.)
A Cor que Caiu do Espaço (Brasil, 2015, 7 min.)
Ándale! (Brasil, 2017, 4 min.)
A História Kaingang por Eles Mesmos (Brasil, 2018, 22 min.)
Brasil 2020 (Brasil, 2019, 7 min.)
290 Venenos (Brasil, 2019, 10 min.)
A Louca Origem do Covid-19 (Brasil, 2020, 69 min.)
Beck 137 (Brasil, 2021, 11 min.)
Scratches from Baiestorf e Souza (co-direção com Coffin Souza, Brasil, 2024, 1 min.)
The Great Triumph of Sucessful Failure (videoclipe para projeto sonoro U, Brasil, 2024, 2 min.)
Um Dia Legal com Os Legais (Brasil, 2024, 6 min.)
Strobos (Brasil, 2024, 1 min.)
Embrulho (Brasil, 2024, 1 min.)
55 cancri (Brasil, 2024, 1 min.)
Lacan Freud (Brasil, 2024, 2 min.)
De corpore saturni (videoclipe para projeto sonoro U, Brasil, 2024, 2 min.)
Relax (Brasil, 2024, 1 min.)
Sacada (Brasil, 2024, 4 min.)
Rainbow (Brasil, 2024, 1 min.)
Singularidade Nua (Brasil, 2024, 2 min.)
Lambidas Anais de Satã (Brasil, 2024, 13 min.)
Tropical Cosmos (Brasil, 2024, 1 min.)
Possessão Pulsante (Brasil, 2024, 1 min.)
O Beijo (Brasil, 2024, 30 segundos)
The Moon 1969 (Brasil, 2024, 51 segundos)
Flatus em Festa (Brasil, 2024, 1 min.)
Saturno (Brasil, 2024, 5 min.)
Piquenique no Castelo (Brasil, 2024, 12 min.)
48°52'6"S 123°23'6"W (Brasil, 2024, 8 min.)
Di-shi-tjo-rra-ja (ou Psilocybe cubensis, ou, Cogumelo Divino do Estrume, Brasil, 2024, 4 min.)
U (Brasil, 2024, 2 min.)
Baleias Invisíveis (Brasil, 2024, 1 min.)
Chibamar Bronx em As Flores do Mal (Brasil, 2024, 8 min.)
Saci Solaris 3 (videoclipe para projeto sonoro U, Brasil, 2024, 4 min.)
Anoisecado (videoclipe para projeto sonoro U, Brasil, 2024, 1 min.)
Ovos Mexidos (Brasil, 2024, 2 min.)
Os Três Patetas e Os Milhares de Assassinos (Brasil, 2024, 6 min.)
Bloopers (videoclipe para projeto sonoro U, Brasil, 2024, 7 min.)
Elefante Branco (Brasil, 2024, 1 min.)
Silenciosos Barulhentos (Brasil/Japão/USA/Itália/França, 2024, 78 min.)
Capivaras na Noite (Brasil, 2024, 2 min.)
Recuso-me à Sobriedade (Brasil, 2024, 2 min.)
Cacau e Maya (Brasil, 2024, 2 min.)
Filme (Brasil, 2024, 3 min.)
OVNIs Sobre Palmitos (Brasil, 2024, 1 min.)
WYZl3KD (Brasil, 2025, 4 min.)
48°52'6"S 123°23'6"W — Versão Experimental (Brasil, 2025, 8 min.)
Journey to the Beginning of Time (Brasil, 2025, 7 min.)
Fungos e Parasitas (Brasil, 2025, 76 min.)
Lambidas Anais de Satã — Remake 2025 (Brasil, 2025, 13 min.)
Demônio (Brasil, 2025, 2 min.)
Os Miolos da Boa (Inédito até 2026, Brasil, 2025, 5 min.)
Dada (Brasil, 2025, 1 min.)
Sirlei Versus Os Aliens (Brasil, 2025, 2 min.)
Blaszany globus/Globo de Lata (Brasil, 2025, 2 min.)

REPRESENTAÇÃO

Representação

Distribuição

Informações

Petter Baiestorf

baiestorf@yahoo.com.br

(49) 99807-1432

© 2025 layout por Além da Terra. Editado por Jonathan Rodrigues. Criado com Wix.com

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